domingo, 28 de agosto de 2011

Conscientização no trânsito III


Filme muito criativo de conscientização sobre bebida e direção. Assisita!


Simples questão de ergonomia

Carregar peso de forma manual pode ocasionar lesões musculares, principalmente quando feito com freqüência e de forma errada. Evidentemente, isso dependerá da capacidade e da condição física da pessoa, seu gênero sexual, sua idade e outras condições. O manuseio freqüente de carga manual expõe as pessoas a fatores de risco ergonômico.


Ergonomia advém de duas palavras gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Hoje em dia, a palavra é usada para descrever a ciência de conceber uma tarefa adaptada as pessoas desobrigando as pessoas a se adaptarem à tarefa. Ela também é chamada de engenharia dos fatores humanos.

Existem atividades que exigem esforços como levantar peso acima da cabeça e em posições inadequadas, permanecer ajoelhado ou em posturas estáticas, efetuar torções musculares, realizar movimentos repetitivos, aplicar de força excessiva e pressão sobre a musculatura. Quando praticadas por muito tempo, estas atividades podem causar lesões nas costas, ombros, mãos, pulsos, pernas e outras partes do corpo, afetando músculos, tendões, ligamentos, nervos e vasos sangüíneos.


Estes problemas posturais podem ser evitados através da adoção de alguns cuidados simples como reduzir os esforços nas costas e nos ombros ou reduzindo o peso de carregamento. Na série de figuras abaixo, o operador efetua o levantamento esforçando as pernas ao invés da musculatura das costas.


Freqüentemente, pequenas adaptações podem reduzir esforços e aumentar o rendimento de certas atividades. Em outro bom exemplo uma alça de balde teve seu diâmetro de pega aumentado como forma de aliviar o esforço da mão.


Carrinhos e outros equipamentos com rodas podem reduzir ou mesmo eliminar o risco ergonômico. Existem diversos tipos de equipamentos para cada tipo de material a ser transportado, sendo que alguns são até automatizados. Entretanto, nem sempre dispomos deste tipo de recurso e neste caso, devemos solicitar ajuda para podermos movimentar a carga.



Vejamos algumas dicas posturais para evitar lesões:

Como sentar – Utilizar preferencialmente cadeiras rígidas evitando poltronas macias. O encosto deve ter uma saliência na região lombar para dar suporte e manter a postura correta. Os pés devem se apoiar completamente no solo ou sobre um pequeno estrado de 5 a 8 centímetros de altura. Os quadris devem ser mantidos em 90 graus. Deve-se evitar debruçar sobre a mesa e apoiar os braços mantendo o cotovelo em 90 graus.


Como ficar de pé - Mantenha um estrado de mais ou menos 10 centímetros de altura nos locais em que você habitualmente permanece. Coloque um dos pés no estrado e trabalhe alternando o apoio dos pés. Esta posição oferece uma sensação de bem estar na coluna, porém, caso você não possua estrado de apoio, coloque sempre um dos pés à frente.


Como dormir - Se o seu lado direito é o mais doloroso, deite de lado apoiando o lado direito no colchão e coloque um travesseiro entre os 2 joelhos. O colchão deve ser semi-rígido, mais para o rígido do que para o mole.


Como pegar e carregar peso - Se o peso estiver no solo, você deve agachar-se e dobrar completamente ambos os joelhos. Fique de pé esticando ambos os joelhos e sempre conduza o peso próximo ao corpo. Transfira o peso sempre para os joelhos e evite transferi-lo para a coluna.


Para Dirigir Carro – Procure sentar-se mais próximo do volante com as pernas levemente arqueadas mantendo os joelhos um pouco mais alto que os quadris. Os braços também devem ficar levemente arqueados de modo que seja possível efetuar curvas, sem retirar as mãos do volante. Pode-se colocar também uma almofada no banco por atrás da região lombar.


Realize alguns exercícios da sua preferência antes de se deitar e quando se levantar pela manhã. Estique a coluna sempre que necessário e se você chegar em casa cansado, procure deitar e relaxar colocando as pernas com os joelhos dobrados sobre uma almofada alta ou sobre vários travesseiros. Esta posição diminui a lordose lombar e relaxa a musculatura.

sábado, 23 de abril de 2011

A forma certa de colocar pneus no carro

Dúvido que você já sabia dessa!

Efeitos do ruído na saúde

Se você já não é um desses, certamente conhece alguém que possui um carro cheio de caixas de som e que gosta de perturbar os outros colocando músicas bregas a todo o volume. Pois saiba que a exposição ao ruído, ou a este tipo de som, como prefere, é muito prejudicial a sua saúde e a dos outros que estejam a sua volta.

O ruído é um fator de risco presente em várias atividades humanas, fazendo parte do nosso cotidiano inclusive nos processos de trabalho. Espetáculos públicos, casas de show, bailes, botecos com karaokê (isso é duro!) e até cultos religiosos são eventos que podem desencadear perda auditiva. A perda auditiva ou diminuição da acuidade auditiva é a conseqüência mais imediata causada pela exposição excessiva ao ruído. 
A exposição excessiva ao ruído pode acarretar outros problemas de saúde, como por exemplo, aumento da pressão sanguínea e da ansiedade, perturbação da comunicação, provocar irritação e fadiga, diminuir o rendimento do trabalho, entre outros fatores. Quanto menor o tempo de exposição ao ruído, menor é a probabilidade de ocorrência de problemas auditivos.

Nossos ouvidos são constituídos pela orelha externa, uma cartilagem elástica que direciona as ondas sonoras pelo canal auditivo até o tímpano, pela orelha média, composta por três ossículos - bigorna, estribo e martelo - que transmitem as vibrações da membrana para a tuba auditiva e, pela orelha interna, um conjunto de cavidades, entre elas a cóclea, parecida com um caracol que leva os impulsos aos centros corticais do cérebro, onde acontece o reconhecimento do som.

A Perda Auditiva Induzida por Ruído é causada pela exposição prolongada a níveis de ruído elevado, é indolor, gradual e seus sinais são quase imperceptíveis, começando com zumbido no ouvido após exposição a nível de ruído alto, dificuldade de manter conversação normal e sensação dos sons estarem abafados. Com a destruição das células ciliadas da cóclea, a orelha interna perde a capacidade de transformar as ondas sonoras em impulsos nervosos e conseqüentemente, a pessoa deixa de escutar. Não há cura para células ciliadas destruídas, por isso a perda auditiva é irreversível.

O Trauma Acústico é um outro fator de perda auditiva que acontece de forma súbita, causada por uma única exposição a níveis de ruído muito altos, como a explosão de uma bomba ou fogo de artifício. Em geral, acompanha-se de zumbido imediato onde pode haver rompimento do tímpano, hemorragia ou danos na cadeia ossicular. Todas as estruturas do ouvido podem ser lesadas, em particular o órgão de Corti, parte auditiva do ouvido interno.

Nenhum dos fatores de perda auditiva citados acima tem relação com a chamada presbiacusia que é a perda auditiva ocasionada por envelhecimento natural do sistema auditivo, ou ainda com relação a causas patológicas, como rubéola, meningite, infecções do aparelho auditivo. A poluição sonora é um caso de segurança, de meio ambiente e de saúde pública que deve ser tratada com mais seriedade pela população.

A exposição a níveis de ruído elevado, fora do ambiente laboral acontece por ignorância das pessoas em relação aos efeitos negativos do ruído na saúde. Isso poderá trazer sérias conseqüências para o futuro desses indivíduos e muito pouco se fala sobre o assunto no sentido de educar e melhorar inclusive a qualidade de vida das cidades.

domingo, 3 de abril de 2011

O avanço da dengue

Se você encontrar uma barata ou um rato na tua casa, espera pelo governo para combater?
O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública. Não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo.

A explicação do problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do corpo humano. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.
A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade. “Existe certa sensibilização do sistema imunológico e ele dá uma resposta exacerbada”.

Esta reação exagerada do sistema imunológico é um problema. Pode causar inflamações e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

Saiba reconhecer os sintomas da dengue
Diagnosticar a dengue com rapidez é uma das chaves para combater a doença com maior eficácia. O primeiro passo para isso é conhecer como a infecção se manifesta. Se os sintomas forem reconhecidos, é fundamental procurar um médico o mais rápido possível. Em geral, a doença tem evolução rápida e benigna: saber antes pode fazer a diferença entre a ocorrência de um mal menor e conseqüências mais graves, principalmente no caso de crianças. Para identificar a gravidade da doença, destaca - se os chamados "sinais de alerta" da doença, que são: dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.

Diagnóstico precoce
De acordo com os médicos é essencial fazer tanto um diagnóstico clínico – que avalia os sintomas – como o exame laboratorial de sorologia. O exame de sangue sozinho não determina se o paciente está com dengue ou não. É preciso diagnosticar também os sintomas.

Período crítico
O período crítico da doença é quando a febre do paciente diminui. Se a febre passar e o paciente tiver muita dor na barriga, ele está num estado grave mesmo sem sangramento. Esse é um grande problema no atendimento primário nos hospitais porque geralmente as pessoas com febre são atendidas prioritariamente. A dengue é uma doença que faz a pessoa perder muito líquido. Por isso, é preciso beber muita água, suco, água de coco ou isotônico. A hidratação faz parte do tratamento. Bebidas alcoólicas, diuréticas ou gaseificadas, como refrigerantes, devem ser evitadas.

Combate ao mosquito

O primeiro passo para o combate é a mudança de mentalidade das pessoas. A responsabilidade da prevenção é tanto da população como dos governantes. Todos nós sabemos o que deve ser feito, a prevenção é a única arma contra a doença.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Percepção de risco

Os acidentes estão sempre relacionados aos riscos presentes nas atividades, ao tipo de tarefa, ao ambiente e às pessoas. O conceito de risco é complexo e as pessoas são mais ainda. De um modo geral, todos tendem a resistir à idéia de que se encontram em perigo e muitas pessoas subestimam o perigo e a possibilidade de sofrer ou causar acidentes. Por exemplo, quase todo mundo acha que dirige melhor do que realmente dirige ou que tem menos chance de ter câncer do que outras pessoas. Este otimismo irreal baseia-se na desconsideração de que o perigo é uma ameaça constante.


Uma cultura de segurança é definida pelo grau de percepção de risco que os indivíduos possuem do ambiente. Ela depende da educação e dos valores de vida que cada indivíduo tem em relação a si, às pessoas a sua volta e a sociedade como todo, sendo definida como a experiência de contato com um perigo, alertada por meio dos sentidos (audição, visão, tato, olfato e paladar) e interpretada pelo indivíduo que então, decide o que fazer.

Diante de um tiroteio, de um incêndio ou de um cão bravio, as pessoas podem ter reações diferentes em função de suas características individuais. Umas irão correr, outras ficarão paradas em pânico, outras podem gritar, desmaiar, etc. Mesmo que todas estas reações sejam voltadas para auto-proteção, elas não serão iguais entre pessoas de cultura e educação diferentes. Para podermos entender a percepção de risco, precisamos compreender os conceitos e as diferenças entre perigo e risco.


O perigo é definido como uma fonte ou situação com potencial para provocar danos em termos de lesão, doença, prejuízo material, dano ao meio ambiente ou mais de uma destas conseqüências. O risco é entendido como uma combinação da probabilidade de ocorrência e da conseqüência de um determinado evento perigoso. Quanto maior for a possibilidade de um evento perigoso ocorrer e quanto maior for as suas conseqüências, mais arriscada será uma atividade.

Sabemos por exemplo, que a gasolina é um perigo em vista de suas características inflamáveis. Porém o grau de risco vai depender da forma como ela é manuseada, ou seja, da probabilidade de causar dano às pessoas. Se numa situação hipotética a gasolina for armazenada em um recipiente fechado e seguro o risco de dano será baixo, porém, se ela for armazenada em um recipiente aberto e desprotegido o risco de incêndio será alto.


Avaliar os riscos consiste em se identificar o quanto estamos seguros lidando com os perigos à nossa volta. Para isso, devemos identificar os perigos, analisar as conseqüências de um evento perigoso, a probabilidade de este evento acontecer e a freqüência com que ele pode se repetir. Existem diversas formas de se avaliar as condições de risco de uma atividade, mas isso só será comentado em outras postagens.

Abaixo seguem algumas das condições comportamentais que influenciam a forma de se perceber os riscos:

Medo – Uma preocupação sobre uma situação de risco. O que mais preocupa: ser comido por um tubarão ou morrer de uma doença cardíaca? Ambos matam, mas os problemas cardíacos apresentam uma maior probabilidade de ocorrência. As perdas que mais tememos são as mais preocupantes, e o temor é o reflexo daquilo que pensamos sobre uma situação de risco.

Controle – Ter o controle da situação aumenta a sensação de segurança. A maioria das pessoas sente-se segura quando está dirigindo, pois têm o sentimento de poder controlar os acontecimentos. Quando elas estão na carona, se sentem nervosas por não terem o controle.

Escolha - Um risco escolhido por nós mesmos nos parece menos perigoso do que um outro que nos seja imposto por outra pessoa. Alguém acha perigoso e preocupante que outros motoristas usem o telefone celular enquanto dirigem mesmo que ele próprio assuma o mesmo tipo de risco. O sentimento de controle que se tem quando se está dirigindo contribui para esta percepção.

Riscos novos – Novas situações de risco são consideradas mais terríveis do que aquelas com os quais convivemos há mais tempo, pois o conhecimento nos ajuda a contextualizá-las. Seria melhor morrer de uma doença conhecida do que de uma desconhecida, mesmo que a conseqüência não mude.

Conscientização - Quanto mais consciência se tem sobre a exposição há um determinado agente de risco, maior é a preocupação da pessoa sobre o assunto. Quem desconhece o risco, não tem objeção em se expor a eles. Quem se expõe a níveis de ruído ou som elevado não conhece as conseqüências maléficas desta exposição.

Possibilidade de impacto pessoal - O risco parece maior quando a vítima é a própria pessoa ou alguém próximo a ela. Quanto maior a proximidade e o conhecimento das conseqüências do risco, maior o temor. A notícia de que um tanque de etanol vai explodir na China causa mais curiosidade do que temor.

Protecionismo - A sobrevivência de uma espécie depende da sua prole. Por isso, os riscos que expõem as crianças parecem mais graves do que os riscos aos quais são expostos os adultos. Em segundo plano, os riscos que afetam as mulheres são mais considerados do que os que os homens.

Relação custo-benefício - É o principal fator que determina o medo diante de uma ameaça. Se uma escolha for vista como benéfica, o risco a ela associado parecerá menor do que quando tal benefício não for percebido. No entanto um benefício aparente e imediato pode trazer prejuízo sério em longo prazo. A escolha de fumar ilustra bem esta condição.

Memória de riscos - Quando ocorre um acidente, o risco passa a ser lembrado mais intensamente. As experiências pessoais são um elemento importante da percepção, pois determinarão a atenção dada a certas situações.

Efeitos sobre a segurança pessoal e bens materiais - Um evento é percebido como perigoso quando afeta interesses e valores fundamentais, como saúde, moradia, valor de uma propriedade e futuro.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Conheça os produtos químicos antes de manuseá-los

As substâncias químicas podem provocar vários tipos de danos à saúde, mas a primeira condição para que elas provoquem algum dano é entrar em contato ou penetrar no organismo. A forma mais freqüentemente de penetração das substâncias no organismo é pela respiração. Os danos que as substâncias poderão causar vão depender do tipo de substância inalada. Algumas poderão provocar irritação no nariz e na garganta, outros provocam dor e pressão no peito e outras podem ir até os pulmões.

As substâncias como a sílica e o amianto quando chegam aos pulmões podem causar doenças pulmonares graves como a silicose e a asbestose. Outras substâncias quando chegam ao pulmão podem passar para o sangue e serem levadas para diversas partes do corpo. É o caso do benzeno que quando inalado, passa do pulmão para o sangue que carrega o produto até a medula óssea causando dano na produção do sangue.

Na pele, as substâncias podem agir de duas formas: diretamente na pele ou penetrando nela. Se a substância for corrosiva ela pode provocar queimadura. Outras podem provocar reação alérgica, ferimento ou inchaço. Substâncias que penetram na pele entram na corrente sangüínea e seguem para outras partes do corpo como na respiração. Como a pele oferece resistência, a quantidade de substância que penetra pela pele em geral é menor do que pela respiração.

Em geral a ingestão de produto químico ocorre por contaminação, quando se tem o hábito de comer, beber ou fumar no ambiente com as substâncias, ou devido a formas inadequadas de contato, como a prática de transferir líquidos chupando com a boca. É o que ocorre quando se aspira gasolina do carro com mangueiras. Neste caso a substância pode provocar queimadura ou irritação já na boca, ou no caminho entre a boca e o estômago. Algumas substâncias também podem ser levadas pelo sangue para outras partes do corpo.

Substâncias irritantes produzem inflamação nos tecidos do corpo com os quais mantém contato, agindo principalmente sobre a pele, as mucosas e a conjuntiva. São agentes muito reativos e as conseqüências das exposições estão relacionadas à concentração e ao tempo de exposição. As substâncias pneumoconióticas são partículas como poeiras, fibras e fumos que atuam nos pulmões causando enfermidades crônicas que resultam de irritações prolongadas.

Existem substâncias, como o nitrogênio, chamadas de asfixiantes simples, que não fazem interação com o organismo, mas reduzem a concentração de oxigênio do ar. Uma concentração inferior a 18% de oxigênio no ar caracteriza uma condição de risco grave e iminente. Há também os asfixiantes químicos (ação bioquímica), como o monóxido de carbono, que interferem no transporte ou na utilização do oxigênio, atuando na hemoglobina ou inibindo a ação das células que usam o oxigênio.

Anestésicos e narcóticos são gases e vapores que atuam como depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), causando perda parcial ou total das sensações, mal-estar, perda da coordenação motora, perda de consciência, parada respiratória e morte. As substâncias lipossolúveis (que se dissolvem em gordura) têm fácil acesso ao SNC. Algumas dessas substâncias não ficam retidas no organismo, como propano (C3H8) e butano (C4H10). Outras causam danos às víceras (fígado, rins, etc.), como tetracloreto de carbono (CCl4). Algumas podem atingir o sistema formador de sangue (medula óssea) como o benzeno e o tolueno. Por fim, há aquelas que possuem ação sobre o sangue e o sistema circulatório causando alteração na hemoglobina como o nitrobenzeno e a anilina.

Alergênicas são substâncias que agem na estrutura das proteínas provocando resposta imunológica dos anticorpos. A exposição pode causar sensibilização que pode ocorrer pelas vias respiratória, cutânea ou pela conjuntiva. No inicio o agente pode não produzir efeitos, mas depois que ocorre a sensibilização pode resultar em efeitos intensos mesmo em concentração inferior ao limite de exposição. Esses efeitos podem surgir de imediato ou após algum tempo da exposição. A redução da exposição ao agente sensibilizante, em geral reduz a incidência de reações alérgicas. Para muitas pessoas é necessário interromper completamente o contato com o agente.

As substâncias que promovem mutação genética causam mudanças no material genético (DNA), com danos nos cromossomos. Quando ocorre nos óvulos ou nos espermatozóides, torna-se hereditária. Em outras partes do organismo pode desenvolver tumores benignos ou malignos. A alteração genética (teratogênico) causa má formação não hereditária no embrião. Substâncias cancerígenas induzem ou aceleram o aparecimento de tumores malignos como conseqüência de exposição aguda ou crônica. O contato ou exposição com agentes cancerígenos não deve ser permitido.

No intuito de deixar a casa bastante limpa, muitas pessoas em casa cometem erros que podem ser fatais, e um deles é a mistura de produtos com fórmulas diferentes que produzem novas substâncias. Quando se mistura água sanitária com amônia se produz o gás cloro-amônia, extremamente irritante e explosivo que pode queimar o rosto e a córnea dos olhos, e ao ser inalado, provoca danos na traquéia e brônquios. Isso pode ser fatal para quem já tem problemas respiratórios.

A mistura de dois ou mais inseticidas de fato aumenta o poder de fogo desses produtos contra os insetos, porém afeta os humanos e animais domésticos, podendo causar convulsões, parada cardíaca e a morte. Aliás, o uso freqüente e contínuo de inseticidas pode causar leucemias, dependendo dos níveis de exposição. A mistura de dois desinfetantes com bases químicas diferentes (petróleo, creolina, formol ou fenol) gera gases perigosos. Só para se ter uma idéia, a mistura de fenol com creolina, quando usada em ambiente fechado, provoca catarata nos olhos.

Os vapores do hipoclorito de sódio, vulgarmente chamado no uso doméstico de cloro, são muito irritantes às membranas e às mucosas. Nos olhos, o hipoclorito de sódio pode causar severas irritações, conjuntivite e edema nos olhos, causando um aspecto leitoso temporário na córnea que pode chegar até a perda da visão. Em contato com a pele, o hipoclorito provoca irritação da pele e vermelhidão e quando ingerido, ele causa irritação das membranas da boca, da garganta e forte dores no estômago, com possível ulceração. É incompatível com ácidos e amônia, reagindo violentamente e liberando o gás cloro que é tóxico. O hipoclorito de sódio não é combustível, mas reage com produtos orgânicos, podendo resultar em fogo.


A soda cáustica, usada como desentupidor de caixas de gordura e encanamentos, é muito corrosiva e quando misturada com ácidos, além de tornar-se ainda mais irritante, pode provocar explosão. O contato de oxigênio, gás utilizado nos processos de soldagem presentes em oficinas mecânicas, com óleos e graxas também pode causar incêndio ou explosão. O querosene libera gases que com o tempo, podem provocar leucemia. O uso de lustra-móveis para limpar o interior de geladeiras e microondas é um erro comum e perigoso, pois os hidrocarbonetos presentes na fórmula são cancerígenos e acabam se incorporando aos alimentos.


Como cada tipo de atividade ou aplicação requer um produto específico, seria importante estudarmos as características de cada produto antes de utilizá-los. Isso pode ser feito consultando-se as Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) que todo fabricante de produtos químicos é obrigado a disponibilizar e que será objeto de uma nova postagem.